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Já reparou nas folhas das plantas? Até parece que elas crescem impulsiva e aleatoriamente, mas uma olhada mais de perto revelará que padrões curiosamente regulares existem em todo o mundo natural, da simetria equilibrada dos brotos de bambu às espirais hipnotizantes das suculentas.

Esses padrões são consistentes o suficiente para que a matemática possa prever seu crescimento orgânico razoavelmente bem.

Uma suposição que tem sido central no estudo da filotaxia, ou padrões foliares, é que as folhas protegem seu espaço pessoal. Com base na ideia de que as folhas já existentes têm uma influência inibidora sobre as novas, dando um sinal para evitar que outras cresçam nas proximidades, os cientistas desenvolveram modelos matemáticos que podem recriar com sucesso muitos dos designs da natureza.

A sempre fascinante sequência de Fibonacci, por exemplo, aparece em tudo, de arranjos de sementes de girassol a conchas de náutilos a pinhas. O consenso atual é que os movimentos do hormônio do crescimento auxina e as proteínas que o transportam através de uma planta são responsáveis ​​por tais padrões.

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O arranjo foliar com uma folha por nó é chamado de filotaxia alternada, enquanto o arranjo com duas ou mais folhas por nó é chamado de filotaxia espiralada. Os tipos alternados comuns são a filotaxia distópica (bambu) e a filotaxia em espiral de Fibonacci (suculenta-espiral), e tipos espiralados comuns são a filotaxia decussata (manjericão ou menta) e tricussa (oleandro, às vezes conhecido como loureiro-rosa).